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terça-feira, 12 de outubro de 2021

Produção da animação Hotel Transilvânia




O filme Hotel Transilvânia reúne um elenco de monstros felizes , que já tiveram que encarar a morte e a ressurreição , e agora se hospedam em um resort para ficar longe dos humanos . 

O proprietário do hotel é Drácula , que se vê em meio a um dilema quando um visitante inesperado aparece em seu estabelecimento . 

Focando uma aparência sombria e gótica , a equipe de 400 artistas contou com a orientação do designer de produção Marcelo Vignali , do supervisor de modelagem Mark Krentz . 

Marcelo Vignali sonhava com monstros há uma década e a viagem para trazer o material à realidade foi bem longa . Ele começou o desenvolvimento visual do filme em 2004 e , a partir de 2006 , se dedicou em tempo integral ao projeto , que teve pequenos períodos de intervalo enquanto a história era reescrita . 

"Hotel Transilvânia é um título tão atraente que as pessoas constroem uma forte imagem em suas cabeças . Por isso , muita gente tinha uma ideia diferente sobre do que nosso filme se tratava " , comenta Marcelo . 

Jill Culton foi uma das primeiras diretoras .  "Ela colaborou com a direção de design para criarmos aquele tom rico e luxuoso que vemos no filme ", explica Marcelo . O estilo de Jill , combinado com os concepts do artista Neil Ross - cujas composições usaram texturas ricas e cores brilhantes e equilibradas , com grandes áreas abertas em que os olhos dos espectadores podem descansar , alcançaram a aparência que Marcelo esperava .

Jill participou do projeto durante um ano e meio , mas o estúdio focou uma direção diferente para a história . Quando ela notou , achou melhor se afastar do projeto . Havia seis diretores no total . Os outros dois , Todd Wilderman e Chris Jenkins , se juntaram ao projeto e ficaram um ano até o diretor final , Genndy Tartakovsky , se unir ao grupo . 

"Nesse ponto , o estúdio tinha uma ideia muito clara sobre o filme que queria ver e a história que queria contar ", revela Marcelo . 

"Apesar de nosso filme ter tido alguns intervalos - quando perdemos uma diretora e outro entrou no lugar - , nossa equipe principal continuou criando os visuais ", diz .

Um exemplo desses visuais foi a decisão de Marcelo para deixar a arquitetura do hotel em um estilo românico com poucas janelas - o que é perfeito para vampiros . 

"Normalmente , os filmes de Drácula usam arquitetura gótica , porque é muito bonita e elaborada , mas preferimos algo mais antigo e simples - e acho que também mais assustador " ,diz  . Os espaços eram enormes , portanto Marcelo quis criar um fundo como se fosse um parque temático , então usou luzes para guiar a atenção dos espectadores . 

"Queríamos criar espaços que fossem convidativos " , explica Marcelo , que defendeu a qualidade teatral . Conforme a luz cai naturalmente , acaba levando os olhos dos espectadores para onde os personagens estão . Isso foi muito útil em grandes ambientes . "Provavelmente foi o maior cenário que já desenhei " , acredita Marcelo . 

Os personagens 


O supervisor de animação Bill Haller trabalhou com a Sony durante sete anos , e Hotel Transilvânia já estava em desenvolvimento durante esse tempo .
"Sempre quis fazer um projeto assim , era um grande sonho ", conta . "O mais engraçado é pensar por que um animador  iria recusar a proposta de criar monstros " , ele brinca . 
Alguns designs de personagens foram herdados de diretores antigos . 
Inicialmente , a animação  se baseava no estilo tradicional da Disney , mas evoluiu para uma aparência mais parecida com Tex Avery . Os animadores forneciam as posturas básicas , depois Genndy Tartakovsky desenhava a pose desejada em cima da imagem . Smears também foram usados . Segundo Bill , eles simularam  smears em 2D com poses esticadas e tiveram que usar todos os tipos de deformadores para manter o controle artístico . 
O motion blur  não cortava isso , mas os deformadores podiam ser usados para espremer e esticar os personagens seguindo as formas desejadas . "Se Drácula voa pela sala em cinco ou seis frames , podíamos ter dois deles com smear frames de volta à locação original de uma forma convincente " , comenta .

Cenários

Você não pode fazer o estilo Tex Avery sem uma silhueta forte .
Ao supervisor de modelagem Mark Krentz , foi incumbida a tarefa de pensar em belas paisagens dentro do orçamento . 
Trabalhando junto com o departamento de layout , ele começou com modelos representando os atrativos de cada ambiente , e depois encaminhou à equipe de layout , que trabalhou com o diretor para descobrir onde o foco estava e o que seria importante . 
"Estávamos desenvolvendo a pré visualização e aquilo foi muito útil " , explica Mark . 
"No passado , teríamos uma série de configurações para um ambiente , passando dias modelando geometrias de alta resolução que não se encaixavam no frame " , diz . 
A evolução do processo permitiu que os ambientes do interior do castelo pudessem ser construídos m escalados , publicados e decorados em apenas um ou dois dias . 
A modularidade também foi importante , particularmente com a cidade , que era constituída de apenas sete prédios . Outra tarefa foi com as rochas , que são elementos muito difíceis de se modelar . Mark percebeu que uma ferramenta de escultura de micropolígonos , como zbrush ou mudbox seria a solução . 
As árvores também exigiram muita pesquisa e desenvolvimento . 
A liberdade de modelagem digital frequentemente resulta em anomalias , como ambientes desproporcionais , por isso o hotel foi criado para que os quartos não apenas se encaixassem dentro das paredes exteriores , mas também se concentrassem entre si .
O hotel mantém ainda alguns quartos mais elaborados , mas são locações diferentes que foram apresentadas com destaque na história , como o spa - essencialmente a masmorra , onde os monstros poderiam relaxar , se esticar e serem servidos . 
Hotel Transilvânia estreou em outubro de 2012 nos cinemas brasileiros . O DVD fora lançado em 2013 . 

Referência revista 3D World Brasil 


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